quinta-feira, julho 24, 2008

TOZEUR e MUSEU DAR CHERAIT


TOZEUR
Tozeur é uma bela cidade com uma arquitectura muito especial e diferente de qualquer outra.
Mesmo às portas do deserto, é uma cidade grande e limpa.Ali não há casas em regime de construção por tempo indeterminado e com ferros a sair por tudo quanto é parede. As casas têm janelas e varandas com imensos arcos assentes em colunas trabalhadas (como na maior parte do país), mas os edifícios por fora são todos forrados a tijolo pequeno beje claro, de várias medidas, o que resulta em desenhos lindos nas fachadas.
Para mim, que aprecio os diferentes estilos de arquitectura foi mesmo umregalo para os meus lindos olhos.(Podem ampliar para ver os tais enfeites na construção.Aqui é a fachada para o lado da piscina do hotel onde fiquei: O Hotel Rãs El Ain.
Até no interior dos quartos predominam os tais tijolos)Um ponto de passagem obrigatória para quem anda pelas bandas de Tozeur é o Museu Dar Cherait.
DAR significa em árabe : casa grande ou palácio pequeno.

Para mim isto é mais um palácio que uma casa, dadas as condições da mesma. A construção é lindíssima, com pátios internos onde predominam requintadas varandas e, por todo o lado, azulejos de rara beleza. Isto para não falar de todo um conjunto de paredes e tectos. Vale mesmo a pena olhar um pouco mais alto e apreciar o trabalhado dos tectos e a grandiosidade dos lustres.É um museu privado, que retrata, na perfeição, os usos e costumes da Tunísia. Desde fatos antigos, a utensílios, quadros lindíssimos e um retrato fiel de cenas do dia a dia e de tradições dos habitantes daquele país, tem de tudo um pouco.


Como em todos os lados.: o direito à fotografia tem um preço. Aqui, um pouco mais caro que na maior parte dos outros museus. Mas vale mesmo a pena.

7 comentários:

Julie Sol disse...

Obrigada por partilhares estes ricos momentos.
Adorei ler e ver todas estas maravilhas.
Que ricas ferias cheias de sol e eu aqui sempre de baixo de chuva...

Helena disse...

Olá Turbo!, o teu blogue está a ficar bonito: adoro o azul. Volto depois para ler os postes novos. Tens ido à "nossa" praia, a das "cadelinhas"?

Tens escrito no blogue de receitas? Qual é o endereço?

bjs

Framboesa disse...

Nunca tinha ouvido falar nesta região ...e pelo q contas vale mesmo a pena dar la um saltinho...os detalhes dos tijolos são mm um regalo para os olhos...q arte!

Rafeiro Perfumado disse...

Em Tozeur tive umas das experiências mais marcantes da passagem pela Tunísia. Estava na piscina do hotel, já a escurecer, e começa-se a ouvir a chamar para a oração. Calou-se tudo, foi um momento arrepiante! Beijocas!

Helena disse...

Bom dia. Dizes aqui nos postes uma coisa bem real, a Tunisia não são só praias. A maior parte das pessoas vai para estes destinos para fazer praia (e nós que temos das melhores praias do mundo!) ou para fazer o circuito turístico. Fico de boca aberta qd sei de pessoas amigas que vão p ex a Cuba e não passam dos resorts, não conhecendo, nem querendo, o melhor de cada local, as gentes, a cultura, os usos e costumes.

Estou a adorar o teu relato, quase me sinto lá tb.

Beijos

turbolenta disse...

resposta a Helena:
Concordo contigo.Mas a maior parte das pessoas, infelizmente apenas vão para fazer praia.E para fazer só praia eu fico por cá!
Mas também sei que há zonas que seriam realmente muito bonitas para "desbravar" se fosse permitido aos turistas passear livremente por onde querem.
Falaste de Cuba.
Concretamente falo do que sei:os turistas não podem (nem devem) afastar-se muito de lugares frequentados por turistas, onde a vigilância e segurança são constantes. O governo não permite que quem vai de fora descubra o que realmente "circunda"o turismo mas não pode fazer parte dele: a miséria, o modo de vida degradante das pessoas a quem tudo falta.E vou-te contar uma:Imagina a cena. Isto passou-se num Resort de Luxo em Havana. O pessoal que já tinha uns dias de hotel e à conversa com o empregado de mesa,(um homem de cerca de 40 anos, simpatiquíssimo),e falando da vida fora do hotel e...porque a curiosidade era grande...isso deu origem a que 2 casais no dia seguinte(que era a folga do empregado)o acompanhassem numa "peregrinação" pelos arredores, pela zona onde morada e pela casa e família que com ele habitavam. Logo no início,( e à medida que a velha carripana,que mais parecia perder as peças pelo caminho e não chegar ao destino) se afastava da zona de hotéis e entrava por caminhos de terra batida,mas de uma beleza impressionante,as pessoas olhavam umas para as outras, cheeinhas de medo. Cada um,perguntava para si se chegariam ao destino, se eles não lhes faria mal... Bem...passada quase 1 hora lá chegaram a um estilo de sanzala. Casas de madeira rodeadas de palmeiras,ruas estreitas e de terra batida e...lá estava a residência oficial do empregado de mesa.
Nunca na vida se comeu tão bem: Lagosta e marisco do bom e do melhor.Era frito, cozido, eu sei lá. No final...vamos a contas e nem 5 euros a cada um.
Além do pedido, recebeu mais,mas muito mais por aquela refeição. E no regresso, já ninguém estava com medo. Afinal, o pensamento foi: "bolas! e se nos mata, como vai ser a vida dele e da família? ele não faz isso!".
Mas só assim (estes) turistas viram o que se passa para além dos hotéis.Muita pobreza! Gente muito humilde!Alguém que está muito descontente com o governo que tem mas contra o qual nada pode fazer. Alguém que vive sempre com esperança que algo mude. Têm nos turistas o seu porto de salvação. Agradecem( e querem dar logo algo ) se alguém dá a uma criança um simples livro para colorir e meia dúzia de lápis de cor. Coisas que elas não têm,pois a pobreza isso não permite!
Isto é impressionante! Arrepia!
Mas como país...turístico.....não há nada de melhor!
Claro que é um país para turista hotel ver!
Mas as diferenças, os carros, os cheiros, a alegria das pessoas, o clima, tudo é maravilhoso!
No outro dia alguém me disse que as pessoas estão proibidas de aceitar algo aos turistas.Se a polícia vê é um problema. Mas isto eu não sei, não!

turbolenta disse...

Resposta ao Rafeiro Perfumado:
Eu estava em El Jem ,a sair do Coliseu e começaram os megafones a dar as orações.
Olhei para o cimo das escadarias, para a zona das lojas e..não vi o que gostava de ter visto:a vida por ali continuava como antes daquele barulho infernal e repetitivo. Os empregados à porta e as pessoas a passaram, calmamente. Nem todos eram turistas! Ninguém se baixou a rezar virado para Meca. Gostaria de ter visto mas não tive sorte!
Se calhar eram todos ateus lá na área lol lol