terça-feira, dezembro 15, 2009

O PAI NATAL VEIO MAIS CEDO

Quem me conhece sabe que tenho gostos requintados e gosto de coisas bonitas e boas e, porque não, bem originais.

Acho que numa casa os estilos se devem misturar. Muitas vezes o moderno liga muito bem com algumas peças mais antigas.

Basta que as saibamos conjugar nos locais exactos.

E o meu grande problema era mesmo conseguir arrumar, no menor espaço possível, os muitos livros que abundam nesta casa.

Entre os que se dão e os que se guardam religiosamente, há sempre uma criteriosa selecção.

Os que ficam, esses têm de ficar muito bem arrumados.

Por isso , e depois de muito procurar, descobri esta original estante.

Claro que não comporta muitos livros.

Mas que é uma bela peça para a minha casa............ai lá isso é!

E vocês .......gostam do meu novo mobiliário?

Foto tirada da net


Peçam ao Pai Natal !

Beijos







terça-feira, dezembro 08, 2009

APELO URGENTE -APARTAMENTO EM PARIS

Preciso, urgentemente, de um apartamento TO em Paris.

(ou quarto com uso de cozinha)
Preferência no 2 ème arrondissement

(ou noutro ponto da cidade perto de estação de Metro)
A partir de Janeiro 2010
Por um período de 6 meses

quarta-feira, dezembro 02, 2009

TINHA DE SER !

Ora digam lá se não ando perseguida pelo azar.
São tantos que até já parecem invenção minha.
Mas a verdade é que a Gripe A entrou em minha casa, em grande estilo, pela mão do meu filho.
Ora agora é que vamos ver quais os outros habitantes da minha humilde casinha que estão imunes ao tal vírus que anda por aí. Sim, porque com tanto contacto directo entre nós, é bem provável que haja direito a quarentena forçada.
E como eu ando sempre ao pé dele....
Pode ser que não seja nada! Pelo menos já estou alertada e ao mais pequeno sintoma.... Santa Maria com ela!

AS melhoras para quem está doente........e que os outros nunca adoeçam.

quarta-feira, novembro 25, 2009

LOTES DE XAROPE BEN-U-RON RETIRADOS DO MERCADO



Infamed desaconselha utilização de Ben-U-Ron Xarope com cor alterada

Ontem

A autoridade nacional do medicamento aconselhou a não utilização do Ben-U-Ron pertencente aos lotes que estão a ser retirados do mercado, mas ressalva que não há evidência que "a alteração detectada tenha efeitos prejudiciais para a saúde".

Alteração detectada em Ben-u-ron não tem efeitos prejudiciais mas Infarmed aconselha não utilização

O Infarmed ordenou a suspensão da venda no mercado nacional de vários lotes do medicamento depois de ter sido detectada "uma alteração da tonalidade da cor" do medicamento.

O Infarmed aconselha as pessoas a não utilizar o Ben-U-Ron Xarope, paracetamol, 40mg/ml, pertencente a esses lotes, podendo entregá-lo na farmácia.

"A recomendação justifica-se por precaução, não existindo evidência de que a alteração detectada tenha efeitos prejudiciais para a saúde", refere o Infarmed em comunicado, acrescentando que, no caso de ser utilizado um medicamento deste lote, "não é de esperar que existam motivos de preocupação".

Segundo o Infarmed, "a alteração da cor estará relacionada com o produto utilizado para dar consistência ao xarope, que terá originado a alteração na cor e, eventualmente, o cheiro e consistência do produto".

A Autoridade Nacional do Medicamento justificou a decisão de retirar os lotes do mercado como uma "medida de precaução e zelo da saúde pública".

A firma Neofarmacêutica SA já está a proceder à recolha voluntária do medicamento Ben-U-Ron Xarope, paracetamol, 40mg/ml, acrescenta.

Os lotes em causa são: 301 A091; 303 A091; 304 A091; 305 A091; 306 A091; 307 A091; 308 A091; 309 A091; 310 A091; 311 A091; 312 A091; 313 A091; 314 A091; 315 A091; 301 C091; 302 C091; 303 C091; 304 C091; 305 C091; 306 C091; 307 C091; 308 C091; 309 C091; 310 C091; 311 C091; 312 C091; 313 C091; 314 C091; 315 C091; 316 C091.

O Ben-U-Ron está indicado no tratamento de síndromes gripais ou outras hipertermias infecciosas, reacções hiperérgicas da vacinação, cefaleias, enxaquecas, dores de dentes, de ouvidos, menstruais e traumáticas.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1429041

segunda-feira, outubro 26, 2009

O MOTIVO DA MINHA AUSÊNCIA.

Para não estar a repetir tudo quanto escrevi, peço a quem me quiser ler, o favor de passar pelo meu Petiskaky.

Até já!
beijinhos para todos(as)

domingo, outubro 04, 2009

PROJECTO DO ARQUITECTO PORTUGUÊS: DAVID MARES

O Museu Guggenheim de Nova Iorque está a preceder a um concurso internacional de Design que chama COMPETIÇÃO DE ABRIGOS ("Shelter Competition").

Os concorrentes têm de enviar o projecto em 3D de um abrigo, de acordo com as regras do concurso.

Foram admitidos cerca de 600 projectos de 68 países.

Dos 600 projectos foram seleccionados 10 finalistas.

Entre eles está o projecto do arquitecto português David Mares.

E neste projecto o material utilizado também é português: A CORTIÇA.

O "CBS - CORK BLOCK SHELTER " é um abrigo construído na versátil cortiça. Mas como se não bastasse a já honrosa posição de pertencer ao TOP 10 deste concurso ,neste momento o abrigo de cortiça está em 3º lugar na votação do público.

VAMOS AJUDAR ESTE NOSSO COMPATRIOTA A GANHAR ESTE CONCURSO.

Para tal:

Basta aceder ao site do concurso e votar nele:

http://www.guggenheim.org/new-york/education/sackler-center/design-it-shelter/vote-for-shelters

Ao clicar sobre a imagem pode ter uma ideia mais aprofundada deste "abrigo".

(Apenas é aceite 1 voto por pessoa)

Além do prémio do público, este concurso contempla também um prémio atribuído por um Júri, que será divulgado na Guggenheim Museum’s 50th Anniversary Celebration, no dia 21 de Outubro.

terça-feira, setembro 22, 2009

TRUQUES NA COZINHA

Parece uma operação fácil.
Vulgar no dia a dia.
Mas nem todos usamos esta técnica
A partir daqui tenho a vida facilitada.
Ora vejam:

http://www.youtube.com/watch?v=bqR6ZhvGuA0

segunda-feira, agosto 31, 2009

quinta-feira, agosto 27, 2009

BOCAS FOLEIRAS E SEM NÍVEL DE CAROLINA PATROCÍNIO

Foto tirada da net


Polémica: Movimento apoia empregada de Patrocínio (Actualizada)

27-08-09

Se a excelente forma física e a simpatia da apresentadora lhe valem uma legião de admiradores, também a sua faceta mais mimada causou muita indignação a alguns dos seus fãs. É que Carolina Patrocínio, de 22 anos, mandatária da juventude do PS, anunciou numa entrevista ao programa ‘Episódio Especial’, da SIC, que não prescinde dos serviços da sua empregada para tarefas tão simples como comer fruta

"Odeio os caroços nas frutas. Só como cerejas quando a minha empregada tira os caroços por mim. Não como fruta se tiver de a descascar, nem como uvas com grainhas", confessou.

Indignadas com esta faceta de Carolina Patrocínio, várias pessoas aderiram a um grupo criado no site Facebook denominado ‘Libertem a Empregada da Carolina Patrocínio’.

Na descrição do grupo pode ler-se: "Obrigada a tirar grainhas às uvas e os caroços às cerejas de sol a sol, esta mulher sem nome fenece sob a desumanizante tortura de servir perversas sobremesas àquela que se ri do seu sofrimento e se alimenta das suas lágrimas".

O grupo cresce a todas as horas e já conta com mais de mil aderentes. Apesar do movimento ser meramente simbólico e ter como objectivo satirizar a postura da apresentadora, denuncia que ninguém ficou indiferente às suas palavras. Na mesma entrevista, Patrocínio fez outras revelações igualmente surpreendentes: "Sou uma pessoa competitiva. Odeio perder. Prefiro fazer batota a ter de perder", e ainda: "Gosto de dar nas vistas, de ser notada. Não gosto de passar despercebida".

O CM tentou obter algum comentário da apresentadora, mas Carolina preferiu remeter-se ao silêncio: "Estou de férias. Agradeço que não me incomodem". A empregada mantém-se no anonimato.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Eu nem comento muito, pois a estupidez e o pedantismo de certas pessoas que se julgam reis do mundo lá porque nasceram em famílias endinheiradas, é tão grande que só me merece desprezo.

Mas cuidado menina Patrocínio:

Olhe que a sua empregada anda muito na rua, vai às compras, mexe em dinheiro ( e olhe que ele é a coisa mais porca que há no mundo).

Por isso , descascar ou descaroçar a fruta que a menina come, torna-se um grande perigo. Já pensou que se ela não lava bem as mãos a menina pode apanhar alguma doença?

E olhe que para tirar o caroço a uma cereja ela tem de lá meter muito os dedos e as unhas.Não acha que é uma porcaria levar à boca,logo de seguida, aquele bocadinho vermelho onde ela andou instantes antes a mexericar?

E já agora uma pergunta: Também é a sua empregada que lhe descasca a banana para a menina comer?

Por este andar, qualquer dia fica sem fruta: nem a UVA lhe resta.


quarta-feira, agosto 26, 2009

NOVAS ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DA ESTRADA

ENTRARAM EM VIGOR A PARTIR DE 1 JULHO 2009

E porque convém que todos saibamos delas, aqui vos as deixo para que possam ficar a par das mesmas.





MUITO IMPORTANTE
As alterações ao código da estrada abaixo identificadas entraram em vigor. Por isso, a partir deste fim-de-semana, há que parar em todos os STOP, nada de andar de trotinete em cima dos passeios, e retirar a placa de 'procuro novo dono' do automóvel. Atenção ao pagamento imediato das coimas (bem como das atrasadas).
VELOCIDADE

  • Sempre que exista grande intensidade de trânsito, o condutor deve circular com velocidade especialmente moderada. Caso não o faça cometerá uma contra-ordenação grave. ( Art.ºs 25.º e 145.º )
  • A velocidade mínima nas auto-estradas passa de 40 para 50 km/h . (Art.º 27.º )
  • A sanção pelo excesso de velocidade é agravada e distinta quando ocorra dentro ou fora da localidade.
  • Assim:

Automóveis ligeiros, motociclos






Excesso de velocidade

Coima

Contra-Ordenação





Dentro
das
Localidades

Até 20 km/h

60 a 300 euros

Leve

20 a 40 km/h

120 a 600 euros

Grave

40 a 60 km/h

300 a 1.500 euros

Muito Grave

Mais de 60 km/h

500 a 2.500 euros

Muito Grave





Fora
das
Localidades

Até 30 km/h

60 a 300 euros

Leve

30 a 60 km/h

120 a 600 euros

Grave

60 a 80 km/h

300 a 1.500 euros

Muito Grave

Mais de 80 km/h

500 a 2.500 euros

Muito Grave


Automóveis pesados






Excesso de velocidade

Coima

Contra-Ordenação





Dentro
das
Localidades

Até 10 km/h

60 a 300 euros

Leve

10 a 20 km/h

120 a 600 euros

Grave

20 a 40 km/h

300 a 1.500 euros

Muito Grave

Mais de 40 km/h

500 a 2.500 euros

Muito Grave





Fora
das
Localidades

Até 20 km/h

60 a 300 euros

Leve

20 a 40 km/h

120 a 600 euros

Grave

40 a 60 km/h

300 a 1.500 euros

Muito Grave

Mais de 60 km/h

500 a 2.500 euros

Muito Gra


PLACAS COLOCADAS NO EIXO DA FAIXA DE RODAGEM


  • Para efeitos de mudança de direcção deixa de existir o conceito de placa de forma triangular. Assim, qualquer placa situada no eixo da faixa de rodagem deve ser contornada pela direita. Contudo, se estas se encontrarem numa via de sentido único, ou na parte da faixa de rodagem afecta a um só sentido, podem ser contornadas pela esquerda ou pela direita, conforme for mais conveniente. ( Art.º 16.º )

  • ROTUNDAS
  • Nas rotundas, situadas dentro ou fora das localidades, o condutor deve escolher a via de trânsito mais conveniente ao seu destino. ( Art.º 14.º )
  • Os condutores de veículos a motor que pretendam entrar numa rotunda passam a ter de ceder a passagem aos condutores de velocípedes, de veículos de tracção animal e de animais que nela circulem. ( Art.ºs 31.º e 32.º )
  • Os condutores que circulam nas rotundas deixam de estar obrigados a ceder passagem aos eléctricos que nelas pretendam entrar. ( Art.º 32.º )
  • Passa a ser proibido parar ou estacionar menos de 5 metros , para um e outro lado, das rotundas e no interior das mesmas. ( Art.º 49.º )
  • ULTRAPASSAGEM

  • A ultrapassagem de veículo pelo lado direito passa a ser sancionada com coima de 250 a 1.250 euros. ( Art.º 36.º )
  • PARAGEM E ESTACIONAMENTO

  • Passa a ser proibido parar e estacionar a menos de 25 metros antes e 5 metros depois dos sinais de paragem dos veículos de transporte colectivo de passageiros - autocarros. ( Art.º 49.º )
  • Passa a ser proibido parar e estacionar a menos de 6 metros antes dos sinais de paragem dos veículos de transporte colectivo de passageiros que circulem sobre carris - eléctricos. ( Art.º 49.º )
  • O estacionamento de veículos ostentando qualquer informação com vista à sua transacção (ex: vende-se, procuro novo dono, n.º de telemóvel, entre outros), é proibido e considerado abusivo, pelo que este será rebocado. ( Art.ºs 50.º e 163.º )
  • A paragem e o estacionamento nas passagens assinaladas para a travessia de peões (passadeiras) passa a ser considerado contra-ordenação grave. ( Art.º 145.º )
  • TRANSPORTE DE CRIANÇAS

  • As crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura devem ser transportadas sempre no banco de trás e são obrigadas a utilizar sistemas de retenção adequados ao seu tamanho e peso - cadeirinhas. ( Art.º 55.º )
  • É permitido o transporte de crianças com menos de 3 anos no banco da frente desde que se utilize sistema de retenção virado para a retaguarda e o airbag do lado do passageiro se encontre desactivado. ( Art.º 55.º )
  • Nos automóveis que não estejam equipados com cintos de segurança é proibido o transporte de crianças com menos de 3 anos. ( Art.º 55.º )
  • A infracção a qualquer das disposições referidas nos pontos anteriores é sancionada com coima de 120 a 600 euros por cada criança transportada indevidamente. ( Art.º 55.º )
  • O transporte de menores ou ininputáveis sem cinto de segurança passa a ser considerado contra-ordenação grave. ( Art.º 145.º )
  • ARREMESSO DE OBJECTOS PARA O EXTERIOR DO VEÍCULO

  • O arremesso de qualquer objecto para o exterior do veículo passa a ser sancionado com coima de 60 a 300 euros. ( Art.º 79.º ) - Atenção às beatas, charutos e outros cigarros que devem ser apagados nos respectivos cinzeiros dos carros

  • TROTINETAS COM MOTOR

  • Os condutores de trotinetas com motor, um brinquedo que hoje se adquire em qualquer supermercado, têm de usar capacete devidamente ajustado e apertado. ( Art.º 82.º )
  • O trânsito destes veículos não é equiparado ao trânsito de peões, pelo que não podem circular nos passeios. ( Art.º 104.º )
  • Para as restantes disposições do Código da Estrada, estes veículos são equiparados a velocípedes. (Art.º 112.º )
  • USO DE TELEMÓVEL DURANTE A CONDUÇÃO

  • A utilização de telemóvel durante a condução, só é permitida se for utilizado auricular ou sistema alta voz que não implique manuseamento continuado. A infracção a esta disposição é sancionada com coima de 120 a 600 euros e passa a ser considerada contra-ordenação grave. ( Art.ºs 84.º e 145.º )

  • TRIÂNGULO DE PRÉ-SINALIZAÇÃO E COLETE RETRORREFLECTOR

  • Passa a ser obrigatório colocar o triângulo de pré-sinalização de perigo (a pelo menos 30 metros do veículo, de forma a ser visível a, pelo menos, 100 metros ) sempre que o veículo fique imobilizado na faixa de rodagem ou na berma ou nestas tenha deixado cair carga. ( Art.º 88.º )
  • Todos os veículos a motor (excepto os de 2 ou 3 rodas, os motocultivadores e os quadriciclos sem caixa) têm de estar equipados com um colecte retrorreflector, de modelo aprovado. ( Art.º 88.º )
  • Nas situações em que é obrigatório o uso do sinal de pré-sinalização de perigo, quem proceder à sua colocação, à reparação do veículo ou à remoção da carga deve utilizar colete retrorreflector. A não utilização do colete é sancionada com coima de 120 a 600 euros. ( Art.º 88.º )
  • OUTRAS ALTERAÇÕES

  • Não parar perante o sinal de STOP, ou perante a luz vermelha de regulação do trânsito ou o desrespeito da obrigação de parar imposta pelos agentes fiscalizadores ou reguladores do trânsito, passa a ser considerada contra-ordenação muito grave. ( Art.º 146.º )
  • Pisar ou transpor uma linha longitudinal contínua que separa os sentidos de trânsito passa a ser considerada contra-ordenação muito grave. ( Art.º 146.º )
  • A condução sob influência do álcool, considerada em relatório médico, passa a ser considerada contra-ordenação muito grave. ( Art.º 146.º )
  • CLASSIFICAÇÃO DE VEÍCULOS

  • Passa a haver as categorias de triciclos e de velocípedes com motor. Para efeitos de circulação, os velocípedes com motor são equiparados a velocípedes. ( Art.ºs 107.º e 112.º )
  • Os quadriciclos passam a ser distinguidos entre ligeiros e pesados. A condução destes veículos passa a ficar dependente da titularidade de carta de condução. ( Art.º.s 107.º e 123.º )
  • TRANSFORMAÇÃO DE VEÍCULOS (TUNING)

  • É proibido o trânsito de veículos sem os sistemas, componentes ou acessórios com que foi aprovado, que utilize sistemas, componentes ou acessórios não aprovados, que tenha sido objecto de transformação não aprovada. As autoridades de fiscalização do trânsito, ou seus agentes, podem proceder à apreensão do veículo até que este seja aprovado em inspecção extraordinária, sendo o proprietário sancionado com coima de 250 a 1.250 euros. (Art.ºs 114.º, 115.º e 162.º )

  • INSPECÇÕES

  • Passam a realizar-se inspecções para verificação das características após acidente e inspecções na via pública para verificação das condições de manutenção. ( Art.º 116.º
  • REGIME PROBATÓRIO DA CARTA DE CONDUÇÃO

  • A carta de condução, emitida a favor de quem não se encontrava habilitado, passa a ser provisória pelo período de três anos. ( Art.º 122.º )
  • Acresce que os titulares de carta de condução das subcategorias A1 e/ou B1 voltam a estar sujeitos ao regime probatório quando obtiverem as categorias A e/ou B. Ou seja, nestas situações, a carta de condução é provisória duas vezes. ( Art.º 122.º )
  • A carta de condução provisória caduca se o seu titular for condenado pela prática de um crime rodoviário, de uma contra-ordenação muito grave ou de duas contra-ordenações graves. ( Art.º 130.º )
  • Os veículos conduzidos por titulares de carta de condução provisória têm de ostentar à retaguarda um dístico ('ovo estrelado') de modelo a definir em regulamento. ( Art.º 122.º )
  • SUBCATEGORIAS DE VEÍCULOS

  • São criadas as subcategorias B1, C1, C1+E, D1 e D1+E. Trata-se de veículos da mesma espécie, mas de dimensões mais reduzidas. ( Art.º 123.º )
  • Não existe precedência de habilitações, ou seja, não é necessário estar habilitado para a subcategoria C1 para obter a categoria C.
  • REQUISITOS PARA OBTENÇÃO DE CARTA DE CONDUÇÃO

  • Aos candidatos a condutores passa a ser exigido que saibam ler e escrever. (Art.º 126.º )
  • NOVOS EXAMES
  • Os condutores detectados a circularem em contramão nas auto-estradas ou vias equiparadas, bem como aqueles que sejam considerados dependentes de álcool ou drogas, serão submetidos a novos exames - médicos, psicológicos ou de condução. ( Art.º 129.º )
  • SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL

  • A circulação de veículo sem seguro de responsabilidade civil passa a ser sancionada com coima de 500 a 2.500 euros e a ser considerada contra-ordenação grave (aplicada ao proprietário do veículo). O veículo é apreendido pelas autoridades de fiscalização do trânsito ou seus agentes. ( Art.ºs 145.º, 150.º e 162.º )

  • PAGAMENTO VOLUNTÁRIO DA COIMA

  • O pagamento voluntário da coima passa a ser efectuado no acto da verificação da contra-ordenação, ou seja, o condutor terá de pagar a coima (pelo valor mínimo) ao agente que detecta a infracção e levanta o auto. ( Art.º 173.º )
  • Se o condutor não pretender efectuar o pagamento voluntário imediato da coima, deve prestar depósito, também imediatamente, de valor igual ao mínimo da coima prevista para a contra-ordenação praticada. Esse valor será devolvido se não houver lugar a condenação. ( Art.º 173.º )
  • Se o infractor não pagar a coima no momento, ou se não efectuar o depósito referido, o agente de autoridade apreende o título de condução, ou os títulos de identificação do veículo e de registo de propriedade, e emite uma guia de substituição, válida pelo tempo julgado necessário, e renovável até à conclusão do processo. Quando efectuar o pagamento, os documentos serão devolvidos ao condutor.





Esclarecimento da Ex-DGV:
Tendo em conta as disposições aplicáveis do Código da Estrada, na redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro, constantes dos artºs 13º, nº 1; 14º, nºs 1 a 3; 15º, nº 1; 16º, nº 1; 21º; 25º; 31º, nº 1, c) e 43º e as definições referidas no artº 1º do mesmo Código, na circulação em rotundas os condutores devem adoptar o seguinte comportamento:
1- O condutor que pretende tomar a primeira saída da rotunda deve:

  • Ocupar, dentro da rotunda, a via da direita, sinalizando antecipadamente quando pretende sair.
  • 2 - Se pretender tomar qualquer das outras saídas deve:
  • Ocupar, dentro da rotunda, a via de trânsito mais adequada em função da saída que vai utilizar (2ª saída = 2ª via; 3ª saída= 3ª via);
  • Aproximar-se progressivamente da via da direita;
  • Fazer sinal para a direita depois de passar a saída imediatamente anterior à que pretende uitilizar;
  • Mudar para a via de trânsito da direita antes da saída, sinalizando antecipadamente quando for sair.



segunda-feira, agosto 24, 2009

ATENAS- ACRÓPOLE

Depois das impressões que deixei sobre esta cidade, muito havia para mostrar.

Poderá parecer, através do que escrevi, que não gostei dos dias que lá passei.

Isso não corresponde de modo nenhum à realidade.

Mostrei-vos uma panorâmica geral daquele brutal e impressionante amontoado de edifícios que é Atenas.

E, claro que percorri os chamados locais turísticos da cidade sob um sol abrasador de 38º , acompanhada pela minha inseparável garrafa de 1.5l de água bem fresca.

Eu e a minha filha, até arranjamos uma máxima que dizia. "Há uma sombra?.... Ela é nossa !"

No hotel aconselharam-nos a ir à Acrópole logo de manhã, à hora da abertura.

É que, além de fugirmos um pouco (como se isso fosse possível) ao intenso calor ,ainda conseguíamos ver os monumentos sem visionarmos só pessoas e excursões em que o guia vai à frente de bandeirinha.

(bem...mas isto tem as suas vantagens.... senão vejamos: podemos ouvir o que o guia explica, de borla!).

(Aqui dou um conselho: não vão para a Acrópole com algo estilo havaianas, pois o pavimento é deveras escorregadio e exige calçado que não cause acidentes).

Falar deste local, estratègicamente situado no topo de um monte com cerca de 150 m de altura é quase desnecessário,devido ao elevado teor histórico que o mesmo encerra e o que representa para a história Grega.

Por isso, pouca conversa e algumas fotos.

Quando entramos era assim...

Mas à saída... olhem tantos em fila indiana para entrarem.Deixei esta foto maior de propósito.Reparem nos pés das pessoas: estão todas paradas!

E quando o calor aperta há que refrescar as ideias!

Lá em baixo o Teatro Dionísio

E mais ao lado o de Herodes.
* * * * *
Um destes dias descemos da Acrópole e vamos ver outras coisas.


quarta-feira, agosto 12, 2009

ATENAS- COMO EU A VI...

(Se estiver errada, peço a quem saiba, que me corrija, mas penso que esta foto foi tirada na direcção de Piraeus ( a cidade que pega a Atenas e onde se apanham os barcos para as Ilhas.).
Os pontinhos são os painéis de energia solar que a maioria dos edifícios tem.
Parece-me ser identificativa do nível de poluição, que dá a impressão de tempo encoberto.
Todas as fotos não mostram uma panorâmica de 360º sobre Atenas...

ATENAS

Mais que uma enorme e "monstruosa" cidade, ela é uma cidade que , ou se ama ou se odeia. Ao aterrarmos não fazemos ideia daquilo que vamos ver. Ou melhor, sabemos aquilo que conhecemos dos guias turísticos. Levamos na vontade uma visita aos locais históricos que estudamos.Queremos ver com os nossos próprios olhos todos aqueles monumentos, museus, descobertas arqueológicas que tão bem retratam a história da Grécia desde os tempos mais remotos até aos nossos dias. Imaginamos (eu imaginava) uma cidade bem diferente da que vamos encontrar.

Na bagagem vai a vontade de calcorrear ruas de uma grande cidade, em que, ao virar de cada esquina há algo de muito interessante que nos desperte a atenção.

Isto é uma tarefa complicada para quem escolhe o pino do Verão. Um calor sufocante, aliado a um dos maiores(senão mesmo o maior) nível de poluição atmosférica, dificultam bastante a realização do que nos propunhamos.

Mas, nada melhor que uma subida ao Monte Lykavittos para se ter a verdadeira percepção da extensão daquela cidade (embora nem tudo quanto se aviste seja a capital).

Esta subida foi coisa jeitosa....

Fomos de Metro até à estação mais próxima. Perguntamos qual o trajecto melhor. As opiniões dividiam-se:para uns era melhor o teleférico.Para outros ...havia uma escadaria até lá acima.

Fazia um calor abrasador (mesmo ao final da tarde). Opção 1 : teleférico.

Mas o que nos não disseram era que, bem perto do Metro , as ruas eram todas a subir e depois havia vários lances de uma enorme escadaria quase a pique. Subir....subir.... e por fim o procurado "objecto". Depois: preço único... Portanto, nem pensar em descer a escadaria a penantes . O custo é de ida e volta.

Vista lá de cima, a cidade é um colosso.

Tive a certeza que ela é desordenada, com um aspecto triste. Olhando com atenção para o cimo dos prédios tive a impressão que há falta de espaço, pois pareceu-me que, na maior parte deles, cada um dos moradores, ao precisar de mais espaço resolveu edificar uma casinha para as suas arrumações nos telhados do edifício.

As ruas parecem não obedecer a nenhum plano urbanístico.

Parece haver falta de espaços verdes.

Depois, foi uma sensação esquisita, numa cidade, ver tudo branco, desde as fachadas aos terraços. Senti-me triste.Desiludida. Não era aquela a visão que esperava encontrar daquela cidade.

Mas isto é o que vemos lá de cima.

Cá em baixo tudo é diferente.

Esquecemos o que aquela cidade nos aparentou ser para vermos e descobrirmos o que ela realmente é.

Tem muitos, mas mesmo muitos pontos de interesse.

Há muitos locais que merecem a nossa visita.

Por ali, o ar que se respira não é puro (também o não é em qualquer outra cidade), mas respira-se cultura em todos os locais, em todos os momentos.

É uma sensação estranha vermos ,frente aos nossos olhos muitas das coisas que estudamos .

De bem estar, pois é um grande prazer estar naqueles locais tão místicos, tão carregados de séculos de história.

Olhando para tudo aquilo, damos connosco a pensar como é que, em tempos ancestrais foi possível fazerem tudo aquilo, quais teriam sido os métodos usados na sua construção, como teria sido o transporte dos pesadíssimos materiais.

Isto tudo faz-nos pensar muito, bastante mesmo. Faz-nos recuar a tempos passados . Leva-nos a pensar se, perante toda aquela grandiosidade histórica , seríamos capazes de ajudar a produzir tais obras de arte. Muitas são tão perfeitas, tão sumptuosas que mesmo nos dias de hoje, com toda a maquinaria existente, não poderíamos fazer nada melhor nem mais perfeito e minucioso.

Há quem não esteja virado para este estilo de turismo. Pessoas há para quem férias são apenas sinónimo de praia.

E para justificar as minhas impressões, aqui deixo algumas "vistas" a partir do ponto mais alto da cidade de Atenas.

Outras "impressões" ficam para depois.

sábado, agosto 01, 2009

ATENAS- VISTA DO MONTE LYKAVITTOS

Esta é uma imagem que reflecte bem a dimensão da cidade de Atenas.
Filme feito a partir do Monte Lykavittos, ao final de uma ardente tarde na primeira quinzena de Julho.

video

sexta-feira, julho 31, 2009

terça-feira, julho 28, 2009

NAXOS


NAXOS
As ilhas deste grupo têm uma boa rede de ferries: lentos, rápidos ou super rápidos, há para todos os gostos ( e bolsas).
Ainda não vos disse que, devido a um erro da pessoa que nos vendeu o bilhete para a viagem de Milos para Amorgos, a conseguimos fazer cá com uma pinta!
Eu explico: ao comprarmos o bilhete pedimos dos mais baratos.E quisemos 1 lugar à janela. Então, a menina fez as reservas e paguei 42 € por cada bilhete.
Á entrada para o barco, depois de termos deixado a nossa rica mala junto às outras que iam para o mesmo destino, quisemos saber qual a melhor maneira de chegarmos aos nossos lugares, no meio de toda aquela confusão.
Mostramos os bilhetes. A funcionária olhou...olhou... e disse, apontando para o andar de baixo do barco: deste lado e lá à frente.
Boa!
Não podia ser melhor.!...além de janela, ainda íamos em 1ª classe tendo pago o preço de económica.
Nunca foi tão bom andar de barco... Nem os balanços se sentiam.
De Amorgos já não vou escrever mais nada pois já o fiz na postagem anterior.
Chegadas a Naxos tivemos uma agradável surpresa.
Ela tem uma aparência de grandiosidade, muitas vilas bem visíveis do mar e longos areais.A zona do porto era movimentadíssima.
E ainda melhor o soubemos quando, ao ficarmos hospedadas pertinho da marginal, vimos que por aqueles lados há uma vida nocturna intensa. Aconselho a quem queira ficar nesta ilha ( a menos que só queira mesmo fazer praia), ficar nesta zona.
A partir daqui há transportes para quase todo o lado da ilha e bastante comércio .
(O Templo de Apolo com um pouco da cidade em fundo).

É a maior ilha do grupo das Cíclades.
O sistema de transportes é suficiente e eficiente.Também aqui os motoristas vão gritando o nome das aldeias e vilas onde há paragem. Ninguém os pode acusar de não sair onde queria por não conseguir ler as placas (estão em Grego e Inglês).Depois, são estas camionetas que transportam tudo quanto é caixa, caixinha ou caixote para abastecer o comércio do interior. Então, chegados ao destino, o motorista pára, grita pelo nome do destinatário do caixote, sai da camioneta e vai entregar o objecto ao dono.
Muito castiço!
Como em muitos locais as estradas são de tal modo estreitas que não passam a veículos. Assim: quem vier atrás que espere!
E, tal como em Amorgos, também aqui cada motorista pode mostrar a sua verdadeira arte decorativa pessoal.Tudo bem escarrapachado no vidro da frente, por cima,pelos lados...
Mas, uma coisa não pode faltar: os santinhos da sua crença.
(Os Gregos são imensamente religiosos.Logo pela manhã é vê-los a passarem pela igreja, a depositarem a sua velinha, benzerem-se e lá vão para o trabalho. As missas são todas cantadas).


Mas a arquitectura desta ilha é bem diferente das outras. Não obedece a um padrão único de casasa pintadas de branco e lisas. POr aqui há muitas em pedra castanha e até de blocos pintados.
É hábito secarem o polvo.
Esta é uma foto tirada num restaurante da marginal.

Os fervorosos adeptos das caminhadas podem aventurar-se, sem medo de se perderem, pelas zonas do interior, pois há imensos caminhos pedestres devidamente sinalizados. Basta ter boas pernas e vontade.
Não tenho nem uma coisa nem outra. Por isso a camioneta foi o nosso grande meio de transporte.
E na praia, ninguém deixa de se divertir à grande.
As opções são bastantes:
Mas também pode sempre andar a cavalo.
Quanto a comida: há muita variedade e para todas as carteiras.
Mas, sem dúvida que uma das melhores (senão mesmo a melhor opção ) é o restaurante: LUCULLUS.
Fica no Old Market e toda a gente o conhece. Acolhedor, boa comida, os preços acessíveis e grande a variedade de pratos. O pessoal está sempre pronto para indicar aquela que considera a melhor opção. Das vezes que lá fomos fomos impecavelmente bem servidos e por fim era uma festa quando entravamos.
Também nesta zona outro restaurante que, embora não seja tão bom, mas tem uma coisa que acho interessantíssima. Quando o turista lá vai algumas vezes e passa a ser conhecido, além de o aconselharem , caso ele, ao provar, não goste dessa comida , ela é levantada da mesa e trazem outra. Um pouco mais barato.Tem uma varanda com uma bela vista sobre a zona do porto.
Não servem sobremesas. Contudo, no fim de todas as refeições dão uma fatia de pudim que é receita da casa, à base de canela e muito pouco doce.Uma simpatia que fica bem e cativa o cliente.
Além do mais, logo à partida oferece uma certa garantia de boa relação: qualidade/preço pois foi-nos indicado por residentes.
Este restaurante é :
(também à entrada do Old Market, mas logo à direita quando se entra e na parte mais larga da rua)

E agora um "must" de Naxos.
Ao chegarmos à mercearia mais antiga desta ilha, a surpresa foi grande. Ela faz parte dos roteiros turísticos e é enorme , com os produtos expostos de maneira antiquada, com uma profusão de artigos bem diferentes misturados uns com os outros. Á primeira vista uma enorme confusão. Uma "organização muito bem desorganizada"......ou talvez o contrário. Está lá tudo! Desde mercearia a latoaria, a tachos de barros, especiarias, queijos e produtos regionais e artesanais, passando por esponjas, gaiolas, vassouras e sei lá que mais............havia lá de tudo!
E o dono....um velhote 5 estrelas.
Quase 100 anos de vida, numa boa disposição incrível, a falar inglês connosco e , sentado à porta, fez questão que ali mesmo comessemos amendoins salgados que ele descascava e nos oferecia.
E depois de uns dias muito bem passados foi o regresso a Piraeus, num barco como este:
Depois...
Foram 3 dias a descobrir mais alguns pontos de interesse naquela cidade e em Atenas.

Mas de Atenas nada escreverei. Não publicarei fotos.
Como quase ninguém comenta, parto do princípio que este é um assunto sem interesse para quem ainda por aqui passa.
Até Já!

quinta-feira, julho 23, 2009

AMORGOS


A escrita de hoje parece um testamento.

Mas viagem sem peripécias não é viagem.

Outras aconteceram, também dignas de registo, mas não vos quero incomodar com elas.

Fazem parte da nossa vivência.São coisas nossas. Se contarmos tudo, se mostrarmos as melhores fotos, nada de mais íntimo ficou para nós.

E esta viagem teve mesmo momentos muito nossos, que nos marcaram.

São coisas que nunca esqueceremos.

Foi a primeira viagem de 15 dias que fiz só com a minha filha.

Ela tem pavor a Agências de viagens, a excursões estilo "carreiro de formigas",em que todos vão para o mesmo sítio.

Ao sair de Portugal poucas certezas havia. Apenas os bilhetes de ida e volta de avião , a marcação da estadia para a primeira noite em Piraeus e a vontade de partir para uma ilha, bem cedo, na manhã seguinte.O bilhete seria comprado lá e para onde houvesse lugar.

Como a malinha andou perdida um dia, os planos foram alterados.

Tudo surgiu por acaso.

E o acaso foi bem bom!

Talvez uma experiência a repetir.

Um desejo que não encontra apoio no meu marido.

Por isso...talvez haja outra assim, comigo e com ela.

AMORGOS

Foi a 2ª ilha onde fomos. Uma pequena ilha das Cyclades e a mais ocidental delas todas.

Foi escolha da minha filha pois tinha uma grande vontade de visitar um mosteiro e o de Khozoviotissa parecia o ideal.

Por outro lado queríamos uma ilha sossegada pois as preocupações e o stress , tinham ficado em Lisboa.

Este mosteiro foi fundado no século XI . Fica na costa Este, relativamente perto da capital Khora e está cravado numa encosta rochosa de penhascos com cerca de 350 m de altura.

(podem ver o mosteiro a meio da encosta)
E como Khora foi o nosso poiso nesta ilha, lá agendámos a visita.

Como nos tinham dito que a melhor hora era à tardinha e que a subida custava... mas., nada melhor que estudar o mapa. Como ficava do outro lado do monte, se calhar da parte da tarde o sol não batia lá tanto. Realmente a subida era mais fácil, mas as fotos eram piores.

Era suposto abrir às 8 da manhã.

Então, estas cabecinhas pensadoiras, entenderam por bem munirem-se de um avantajado pequeno almoço que tomariam antes da abertura do mesmo e já à sua porta.

Na véspera , à noitinha, já tínhamos falado com o taxista lá da zona e pedido que nos fosse buscar às 7.30 H.

Ele quis confirmar a hora. Disse que estava bem!

(No outro dia percebemos porquê)

E no dia seguinte, ao chegarmos ao largo principal, lá estava ele a sair do café, com um riso de orelha a orelha.


Por entre uma estrada estreita e sinuosa, de curvas e contracurvas, sempre a descer, eis-nos chegadas à base do penhasco. Custo: 5 €.

Havia lá 4 carros. Pensámos: não fomos as primeiras!

Realmente já lá havia 2 miúdos sentados num banco junto ao portão de ferro que se encontrava fechado. Os carros deviam ser dos padres que estão no convento. (3 padres que podem sair e um monge em reclusão), pois visitantes eramos só nós.

Ora bolas! O melhor mesmo é tomarmos já o pequeno almoço .

É que afinal o mosteiro só abria às 9 e o malandro do motorista bem nos podia ter avisado de véspera.

Havia lá um banco corrido e toca a sentar e comer.

Bem precisávamos.... e de que maneira....

Um pouco depois das 8 lá veio um jovem mais velho que os outros. Abriu a porta. Começamos a subir.

Vista cá de baixo, a distância parece pequena e fácil a subida.

Mas o pior é que o caminho é em degraus(embora pouco acentuados) e estilo serpentina. Tanto sobe como vira para o lado, ficando ao mesmo nível do socalco anterior e...na volta seguinte acontece o mesmo. Resumindo: sobe, sobe e quase não passa do mesmo sítio.

Isto, aliado a uma forte ventania que soprava em sentido contrário à nossa subida, ainda nos dificultava mais o percurso.

Finalmente lá chegámos.

Olhando para baixo, o caminho era curto. Junto à falésia a água azul turquesa, calma, brilhante e transparente, com uma ilhota ali bem perto, convidava-nos a um mergulho.


Também lá iríamos...

O Mosteiro visto assim de baixo é grandioso. Uma mancha branca, grande, imponente a destoar da rocha castanha onde estava incrustrado.

Ao vermos tantas janelas ainda julgámos que a visita seria demorada e que o nosso cansaço seria bem recompensado.

Uma entrada íngreme, numa escadaria cravada entre 2 rochas que dava acesso ao interior do mesmo.


Era como que uma sala de recepção aos convidados. Eles estavam à vontade, sem ninguém por perto e podendo admirar alguns aspectos religiosos conventuais. Os ícones, os santos da sua devoção, um mobiliário austero. Esta sala dava acesso directo a outra, bem mais explendorosa.

E se na anterior, e porque não havia ninguém por perto, ainda tirei umas fotos à minha filha, nesta última nem pensar, pois havia um padre sentado num sítio estratégico a controlar o visitante.

A eles era servido: um copinho de uma bebida chamada Raki e uns doces Loukoumi.

Havia que fazer o percurso em sentido inverso. Para baixo todos os santos ajudam!
Já na base do mosteiro e junto à porta da entrada onde havíamos esperado, esperava-nos uma estrada íngreme.

Aí e olhando para a inclinada estrada só havia uma solução: subir a penantes. Carros nem vê-los e táxis ainda menos.

E a praia lá em baixo. ..E os planos para nos refrescarmos....Tão perto mas tão longe!

Mais à frente, finalmente a descida .

Vinha um carro a descer a serra.

Um gesto rápido da mão da minha filha e a boleia surgiu.

Uma Grega, descendente de Italianos, com uma criança pequena, num carro alugado.

Vai de ajudar a senhora na descida para a praia . A nosso cargo ficaram os sacos do l

anche e a tralha da criança: barco, pá, balde, etc...etc...

Á medida que a grande escadaria ia chegando ao fim éramos agradavelmente surpreendidas.

Primeiro uma igrejinha branquinha

e depois, por fim, uma pequena enseada.
A areia ... eram as pequeninas pedras, a água calma, transparente e morninha.

Nadando um bocado, tínhamos uma visão mais ampla do mosteiro que havíamos visitado. E que vista! soberba!

Era Ágia Anna

(Em Ágia Anna os banhistas pescam polvo)
(E mesmo ao lado, este belo recanto).

O calor apertava!

O banho já cá cantava e havia que regressar à cidade.

Percurso inverso...até ao parque de estacionamento.

Horário da camioneta: dali a meia hora.

Abancamos numa pequenita esplanada a beber uma água fresquinha enquanto saboreavamos uns gelados.

........e pensavamos, encaloradas:

"Se apanhassemos boleia para cima..."

" Bem, bem....isso era sorte a mais"...

"Olha ali uma senhora sózinha...."

E assim apanhamos a 2ª boleia do dia.

Depois, tivemos a certeza que é muito fácil apanhar boleia nas Ilhas.

Porque: não só ali mas...

E, contra tudo o que nunca pensamos fazer, nessa mesma tarde um casal de Franceses tornou-se nosso motorista, num outro ponto da ilha, num percurso descendente de cerca de 1.5 km.

No centro de Khora apanhamos a camioneta para Egiáli.

(Esta está considerada como a melhor praia da ilha).

Todo o percurso é de grande beleza.

O motorista, um rapaz novo, de calções, óculos escuros era um verdadeiro artista. Não só da condução (pois nem todos são capazes de conduzir naquelas estradas, mas também cheio de vida, imaginação e arte).

Enquanto conduzia, ou comia gelado, ou atendia o telemóvel, ou...cantava ao som da música .

Chegado a Egiáli achou que devesse ter mais clientes para subir à outra localidade. Saiu da camioneta a cantar e a dançar. Os turistas riam-se, claro está.Era a boa disposição personificada.

( A simpática figura do motorista e os ornamentos da sua camioneta:artigos religiosos, bonequitos e nem sei mais o quê).

Só posso dizer que Amorgos é uma ilha tremendamente repousante.

As praias são boas. As pessoas muito simpáticas.

Ao fim de 2 dias naquela zona, os residentes já nos conheciam, já nos falavam e já nos convidavam a uns momentos de descanso junto a eles.

Durante o Inverno esta ilha tem poucos habitantes. Todos se conhecem. É como se fossem uma grande família. Talvez como nas zonas do interior do nosso país em que todos são primos e primas.


E, para finalizar esta longa "escrita" e para atestar o que referi, aqui vai um epílogo feliz.:

A nossa saída, EM GRANDE de Amorgos:

O ferry para Naxos saía às 7 horas de Katapola.

(Esta é a estrada de Katapola para Khora). O cais fica na 1ªenseada.


De Khora até ao porto são uns 5 Km.

A dona da residencial prontificou-se a levar-nos lá.

Ás 6.15h ía-nos buscar o irmão dela.

Tudo correu bem até ao momento em que, chegadas a Katapola, a minha filha (já depois do senhor ter arrancado com o carro encosta acima) se lembrou que tinha deixado a mala com a documentação , a máquina fotográfica, etc....em cima da cama.

Pânico!

A correr que nem uma doida, procurava um taxi. Não havia nenhum aquela hora.

Um senhor que havia saído de um carro, acompanhou-a ao café para telefonar para a residencial.

O dono do café fez a chamada e não cobrou dinheiro.

Disse que esperassemos que o sr...não sei quantos já nos trazia a mala da minha filha.

Estava na hora do barco partir e nem mala nem o senhor apareciam...

Passaram 5...7 minutos e lá vem o carro a uma velocidade louca.

O homem vinha ofegante!

Entrega feita e corremos para o barco. Entrámos.

Arrancou !

Tinha esperado por nós!

É que, o tal senhor a quem a minha filha havia primeiro inquirido, era tripulante do barco.Conhecia os donos da residencial e tinha a certeza que, mais minuto menos minuto, a carteira nos seria entregue.

Por isso não arrancou sem nós, mesmo tendo um atraso de quase 10m.

Vantagem de todos se conhecerem, todos se estimarem.

Havia de ser em Santorini, por exemplo....

Compravamos outro bilhete e era se queríamos ir,.... no dia seguinte, pois então!